Depois dessa pergunta sempre vem "é rapidinho, são só algumas perguntinhas...". Sempre tentei entender por que as pessoas concordam em responder. Eu sei que 99% dos seres humanos são carentes e querem falar um pouco mais de si e da sua opinião, mas pensa só. Você vai sofrer uma bateria de perguntas invasivas, passar 2 horas falando sobre margarina e/ou canetas esferográficas e quem sabe ganhar alguns [poucos] trocados e pães de queijo. Não me parece muito atraente.
Além disso, me questiono sobre o efeito que essas perguntas provocam na vida das pessoas. Já fiz/assisti dúzias de pesquisas e sempre fico pensando: o que elas sentem com a abordagem? Será que elas realmente querem responder? E, mais importante, será que provoca alguma mudança na atitude? Será que ela vai chegar em casa e contar para alguém, ou será que pensa em como perdeu seu tempo e em como os pães de queijo servidos estavam duros?
Reflexivo, eu sei. Mas realmente acredito que essas perguntas de hábitos, atitudes, opiniões, experiências e bla bla bla podem ser muito poderosas, um verdadeiro cutucão nas emoções de alguém que, até então, estava tranquilo esperando o onibus.
E eis que passeando por aí assisti a um curta muito interessante com um pesquisero que faz uma pergunta bem marcante, para não dizer arrasadora: Você é a pessoa favorita de alguém? Achei a ideia muito provocante, especialmente pela reação dos entrevistados. Me lembrou um pouco da essência do Before I die I Want to e um dos projetos do Jonathan Harris. Vale assistir...
Sou um motorista que sempre teve problemas com motoboys. Para mim, os caras sempre tiveram aquela imagem de "vândalos do trânsito". Para derrubar esse estereótipo, a comunidade de Profissionais Motociclistas de São Paulo criou um projeto audiovisual em que os próprios motociclistas mostram a sua realidade.
O canal*MOTOBOY é um projeto colaborativo criado em 2007 no qual 12 motoqueiros postam sua realidade através de fotos e palavras-chave, documentando sua realidade através do celular. Assim, constróem um mosaico cheio de emoções, angústias, visões e reflexões que formam um verdadeiro estudo antropológico.
"o projetocanal*MOTOBOYpropõe um espaço público digital, onde emissores e usuários experimentam um uso social das redes telemáticas. Uma experiência colaborativa que fomenta a auto-representação de coletivos e comunidades que sofrem com os estereótipos projetados pelos meios de comunicação preponderantes."
Já ouvi diversas vezes aquela velha discussão sobre a importância da Internet para a população brasileira. São diversos números, planilhas e percentagens que levam às pessoas a repetir sempre o mesmo discurso de que Internet é algo ínfimo no Brasil.
Mas para mostrar que esse cenário é bem diferente, [graças a Deus] a Regina Casé resolveu mostrar a IPB, Internet Popular Brasileira, no seu quadro no Fantástico, o Central da Periferia. O programa mostra como as classes mais baixas da população estão se relacionando com a tecnologia, retratando uma inclusão digital que aconteceu na marra, movida pelo crescimento das lan houses.
Hoje o país conta com mais de 90 mil lan houses. Para estabelecer um padrão de comparação, o McDonald's possui 1160 lojas no Brasil. Mas por mais consistentes que sejam os argumentos, parece que as pessoas não se convencem da força da Internet para os brasileiros.
O programa mostra que essa expressão continua sendo motivada pela socialização MSN-Orkut, mas que muitas pessoas enxergam a Rede como uma grande fonte de informações, oportunidades de negócios e um meio de inclusão cultural. E o mais interessante é que a iniciativa acaba educando a população, uma vez que o Fantástico possui uma audiência significativa em todas as classes.
Acredito que vale muito assistir para mudar um pouco a visão sobre a inclusão digital no país. Mudou a minha.
Um amigo meu me passou essa semana um vídeo para divulgar a indicação do Disney Channel ao Prêmio Caboré 2008. Para quem não sabe, o Caboré é um desses prêmios importantes dos publicitários.
Mas o interessante desse vídeo é que ao invés de ser mais um daqueles discursos "nós fizemos...nós somos demais", o vídeo lança uma mensagem simples e inspiradora. O filme traz um texto muito bacana do próprio Walt Disney que não é mensagem nova e revolucionária, mas que te faz pensar, lembrar da infância e, melhor ainda, te faz sorrir. Parabéns para o pessoal da Giovanni+Draftfcb e do Disney Channel.
Há algum tempo atrás eu falei de quão impressionante foi toda a campanha do Obama e que ele conseguiu construir aquilo que apenas os estadistas mais sofisticados foram capazes de desenvolver: uma marca poderosa e envolvente para as massas.
Mas depois do histórico 4 de Novembro, do maior número de eleitores da história dos EUA, de uma diferença de 10% entre os candidatos em um país ideologicamente dividido - vide as duas últimas "eleições" -, acho que é importante dizer que ele construiu mais que uma marca e representa muito mais que a vitória da internet como plataforma de comunicação ou a reinvenção do marketing.
O mundo inteiro foi envolvido pelo mantra "Yes We Can", fazendo renascer a luta pela Mudança. E a humanidade não via isso há muito tempo. O Humanitarismo, a Causa Verde e outras questões de extrema importância não mobilizaram as pessoas como Obama. E talvez a razão disso seja a ausência de um líder tão poderoso como ele.
Vale assistir seu discurso de vitória para ver o marco que Barack Obama representa em nossa sociedade:
Saiu essa semana o filme da Sony Bravia para a Nova Zelândia. Na minha opinião, os filmes de Sony Bravia são verdadeiras poesias visuais...vale para descompressurizar. =)
Outubro é um mês ingrato. Muita correria e muito trabalho para entregar, por isso a ausência. Mas juro que estou compilando muitas coisas bacanas. Tá tudo lá, no maravilhoso mundo do Delicious. =) Acessa lá: andrelucas1303
"Planejadores ficam entediados com a propaganda. Eu acho que planejadores tendem a ser naturalmente pessoas curiosas. Gostam de fazer coisas que não sabem direito como. Então, depois de um tempo, quando eles acham que absorveram tudo o que podiam da propaganda, vão fazer outra coisa da vida."
Sneakskin é um adesivo super fino e a prova d'água que permite customizar seu sneaker, transformando um calçado em uma verdadeira obra de arte [urbana]. Esses stickers são parte do do Sneakart, um projeto com o objetivo de permitir que qualquer um possa personalizar seus tênis da forma mais criativa possível, ao melhor estilo open-design.
Os designers dos stickers ainda ganham 10% do valor de cada venda, um incentivo para que eles produzam estampas para o site e participem da comunidade. Além disso, uma parte dos lucros é destinada a ajudar o planeta.
Taí mais uma inovação "consumer-made" de verdade, além de muito mais sustentável que o Nike ID. E essa forma de personalização também pode ser estendida para outros produtos, como carros, por exemplo.
O Infectious, site em que as pessoas podem adquirir stickers para aplicar nos seus carros, permite que qualquer usuário desenvolva sua arte e submeta a aprovação dos visitantes. O sistema é bem parecido com a marca Ryz.
Como falei alguns posts abaixo, essa colaboração é intrínseca a nova dinâmica do consumo. E isso não significa que a indústria de massa está perdida. Muito pelo contrário. Como a Volkswagen UK mostrou há um tempo atrás, é possível agregar valor através de novas ferramentas.
Essa semana assisti no TED uma apresentação inspiradora da Dra. Jane Goodall, ambientalista e primatologista que pesquisa as relações entre os homens e os outros mamíferos, criadora do brilhante projeto TACARE. Acho que nesse vídeo ela nos mostra alguns pontos a respeito dos quais precisamos refletir mais, especialmente nosso dever de cuidar das outras espécies.
Em apenas 20 minutos, Jane retoma com maestria o conceito de Eco-sistema. Temos o costume de tratar problemas como pobreza, fome, água, poluição, extinção e devastação de forma isolada. No entanto, ela nos mostra que tudo isso é um conjunto que precisa ser resolvido de forma integrada para a manutenção do sistema e, consequentemente, das nossas vidas.
Ponoko é um serviço para quem adora ter idéias mirabolantes para criar produtos, ou seja, todo mundo. O sitepossibilita que as pessoas produzam seus projetos mais originais através de uma comunidade de co-criação entre designers profissionais, produtores e compradores.
O objetivo é materializar as idéias das pessoas fornecendo toda a logística necessária para isso. O resultado é um conjunto deprodutos super originais e divertidos, desde jóias até descansos de copo muito diferenciados.
O serviço é uma grande idéia porque leva o conceito de customização para outro patamar, já que o "open-design" permite que todo mundo crie um objeto sem as limitações impostas pela indústria. E esse é um movimento muito importante, pois oferece opções mais exclusivas e até financeiramente mais viáveis aos produtos de massa, como por exemplo os Sneakers Customizados. Resta saber como as marcas vão se comportar nesse cenário...
O PleaseDressMe é um Google de camistesas para você encontrar t-shirts sobre o que você quiser. A idéia é muito bacana e rolam alguns temas muito divertidos, mas o serviço ainda é um pouco limitado, pois não possui uma variedade muito grande de temas e tags. De qualquer forma, tem muita coisa bacana em funny, orange, sex e twitter. Vale passear e gastar uns tostões.
Todo mundo já disse essa frase alguma vez na vida. Ela nos transmite a segurança de que algum dia colocaremos aquele projeto esquecido/difícil/tresloucado em prática algum dia. Ler livros, ouvir CDs, viajar...mil coisas.
Pensando no poder dessa frase, 2 designers apaixonadas por pessoas resolveram criar o projeto Before I Die I Want To.... A idéia consiste em fazer essa simples pergunta e estimular as pessoas a refletirem sobre o que é realmente importante em suas vidas.
As respostas são registradas em polaroids e as autoras do projeto pretendem entrar em contato com essas pesssoas daqui a alguns anos para lembrá-las do que elas ainda tem de fazer.
Adoro esses conteúdos colaborativos para dividir anseios e angústias, como o Dear God ou até o We Feel Fine. É muito bacana explorar as respostas, pois te faz pensar sobre a sua vida e em como o mundo é cheio de perspectivas diferentes. Mas mesmo assim, não sei o que responderia...e você? alguma idéia?
Kidfresh é uma nova proposta para alimentação infantil, combinando saúde e diversão em refeições lúdicas e nutritivas. Idealizado por um chefe e um nutriconista, o negócio tem é uma espécie de Whole Foods junior com o objetivo de resolver o problema da falta de tempo dos pais para preparar os alimentos dos seus filhos.
A Kidfresh tem um cuidado especial para criar diversas opções de refeições que sejam saudáveis sem deixar de ser sedutores para as crianças, gerando uma experiência divertida e não apenas um alimento.
E diversão é tão importante que existem opções customizáveis de refeições e cursos de culinária para que os pequenos possam brincar e comer ao mesmo tempo.
Acho a idéia muito inteligente, afinal a forma e o sabor são muito importantes para a criança, consumidora voraz de bombas de açúcar e gordura como Trakinas e Cheetos. Taí uma opção que oferece saúde, nutrição, bem-estar e diversão. E sim, as crianças adoram.
Na semana passada saiu o resultado do concurso anual do SlideShare "The World's BestPresentation" . Vale muito dar uma fuçada pelas vencedoras para ter inspirações, dar risadas, se emocionar e aprender que saber utilizar o PowerPoint e o Keynotes pode ser uma arte. A 1a colocada é um belo chacoalhão para prestarmos atenção no maior problema do mundo hoje: água.
Thirst foi feita pela Apollo Ideas, uma daquelas empresas especializadas em montar apresentações mais impactantes e menos chatas. O concurso do ano passado também foi vencido por eles com Shift Happens, mostrando que os caras também se importam com conteúdo.
A simpática Sacha Chua também é interessante, especialmente pela simplicade ao explicar as coisas . Isso é muito bacana, já que o concurso tem muita "bullshitagem" em compilados de fontes bonitas com fotos descoladas do flickr e nenhuma informação relevante. De qualquer forma, dá para separar joio e trigo. =)
É incrível como o twitter pode ser uma ferramenta para disponibilizar conteúdo. URLs, referências, notícias, fake twitts e uma série de informações. Além disso, algumas pessoas descobriram uma nova utilidade para o microblogging: escrever romances.
Matt Richtel é um jornalista que está escevendo um romance no twitterem tempo real - um Twiller. "Hence: Twiller" conta em micro-capítulos de 140 caracteres a história de um homem que acorda no Colorado [USA] com a suspeita de ter assassinado alguém. O enredo é quase não linear, pois conta a história através de lembranças e acontecimentos perdidos no tempo.
Além de instigante, o formato pode ser muito eficiente na nossa cultura cada vez mais dinâmica e superficial. Cada informação é cada vez mais fast-food enquanto a quantidade delas se multiplica infinitamente.
A tendência de short-storiesganhou forma através dos celulares no Japão, onde o mobile funciona como plataforma de informação e entretenimento há bastante tempo. Desde 2005, romances têm feito muito sucesso na tela dos celulares por lá.
Um bom exemplo disso é DeepLove, a história de uma prostitua adolescente no submundo de Tokyo que, após a difusão nos aparaelhos móveis, foi publicada e vendeu mais de 2.6 milhões de cópias.
Acho que isso nos mostra que essa dinâmica de conteúdo rápido exige mais que novos formatos, desenvolvendo novas formas de contar essas histórias, extrapolando os modelos tradicionais de comunicação. E isso não é privilégio do Japão. Acredito que por aqui esse papo faria muito sucesso, ainda mais com a nossa fixação por novelas...
Eleger um candidato negro e descendente de mulçumanos em uma das sociedades mais preconceituosas no planeta é uma mudança significativa. Para realizar essa mudança, nada mais coerente do que envolver os jovens. Mas para chamar a atenção de uma massa de eleitores descrente com a politica, é preciso entende-los. E Barack Obama compreende muito bem quem é a nova geração e a necessidade de desenvolver novas estratégias para conquistá-los.
Acho que ele mostrou desde o começo que entende a importância da interatividade, utilizando a internet como uma grande plataforma de conteúdo e entretenimento, e não apenas como mais um ponto de contato. Esse post do knowtec fala muito bem disso. Ao invés do tradicional site de campanha, Obama desenvolveu uma rede social para disseminar suas propostas e conteúdo, envolver seus eleitores e mudar o marketing político como o conhecemos.
E para traduzir a proposta de mudança, o design tem um papel fundamental. Esse post do Brainstorm9 mostra como os logos para as causas da campanha propõem uma releitura da própria bandeira dos EUA. A reestilização e atualização desse ícone tão poderoso dá uma lição do que é segmentação. E acredito que segmentação seja a base para a democracia hoje em dia.
Mas para mim, o mais impressionante da campanha é a ultilização da arte e da música para criar um conteúdo emocionante e transmitir sua mensagem. O projeto Manifest Hope convida diversos artistas a mostrarem em imagens o que é Esperança, Progresso, Mudança, União e Patriotismo. Mais uma vez, muito alinhado ao comportamento do jovem, que usa a arte não só para se expressar, mas como uma forma de propor mudanças culturais.
Além disso, a cultura jovem sempre será sinonimo de música. E Obama sabe como fazer um show e utilizar o apoio de referencias da musica pop e a linguagem videoclíptica da nova geração a seu favor. Todos os vídeos no YoutTube tem milhares [e milhões] de visitas...
Yes We Can [mais de 9 milhões de views e um premio Emmy]:
We Are The Ones Song:
Minha conclusão não é comprar Obama com os outros candidatos, mas sim dizer que ele sabe se conectar com as pessoas desse mundo novo em que vivemos. Barack foi muito além de uma campanha para presidente, criando aquilo que apenas os estadistas mais inteligentes e sofisticados foram capazes de desenvolver: uma marca poderosa e envolvente para as massas.
Todo mundo adora frases de efeito, os famosos quotes. O Plasmosis é um site de frases sinceras, divertidas e algumas muito reflexivas. Sabe aquela frase que casa perfeitamente com o seu humor? lá tem. Tudo com uma tipologia muito classuda e descolada, ideal para usar de wallpaper. Vale dar uma passeada por lá e dar umas risadas...=)
Interatividade é uma palavra banalizada. Todo mundo fala disso com a maior autoridade e está sempre gritando por aí que sabe o que isso significa só porque lançou "a ação mais interativa ever". Mas é difícil ver algo realmente novo e relevante.
Há algum tempo, o Choose Your Path deixou as pessoas histéricas com a possibilidade de interagir com os vídeos do YouTube em um jogo-vídeo-história muito interessante. O sistema que utiliza as anotações de vídeo para turbinar a troca de informações é muito interessante e certamente teria dado outro rumo para a finada lonelygirl15.
Daí a Samsung lançou o Follow Your Instinct, uma série de vídeos para divulgar o novo smart phone da marca. O roteiro e a produção são muito bem amarrados para criar uma experiência divertida e transmitir uma atitude dinâmica e provocante sem ter que usar palavras.
Claro que a campanha online tem produto e mostra como ele tem mais features que o concorrente [e de forma muito bem-humorada, diga-se de passagem], mas ter uma história que realmente envolve é muito mais relevante para as pessoas.
Acredito que esse é o futuro, especialmente com a chegada de novas ferramentas de interatividade, como os TV Widgtes. Esse software permite navegar pelos favoritos da internet através do controle remoto, integrando funções da web e da TV em uma única plataforma de entretenimento.
Mas para criar experiências interessantes como Instinct, é preciso compreender esse novo cenário e ter em mente que a boa e velha interatividade é um recurso para envolver e se conectar com as pessoas, e não uma melancia para pendurar no pescoço [ou no produto] para parecer cool, trendy e outros jargões sem sentido...
O blog coletivo Ask MetaFilter lançou uma polêmica muito interessante essa semana: "Whatnow to improve the human race?" to do . A questão é muito intrigante, pois nos faz pensar no que fazer para melhorar o mundo sem jogar a responsabilidade no governo ou em outras instituições, mas sim no que um único indivíduo pode fazer.
As respostas são muito instigantes pela quantidade de pessoas que não acredita que cada um de nós faz a diferença, destoando completamente do comportamento da nossa sociedade cada vez mais individualizada. Isso fica ainda mais intrigante quando pensamos em questões que dependem sim de cada um, como doar sangue ou até a redução do impacto ambiental.
De qualquer forma, a discussão é inspiradora. Os assuntos vão desde superpopulação até o respeito e a tolerância, compondo um furacão de sugestões, debates e algumas idéias muito criativas. Vale dar uma lida...
"I'll be damned if we are not just robot brains by 2050, so I guess make some nice robot brain canisters for everyone?"
"Learn chinese and teach it to others."
"You must be the change you want to see in the world." - Mahatma Ghandi